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Gestão de fortunas atrai a holandesa FS Innovators - Valor

June 4, 2008 - Luciana Monteiro

Com o mercado de investimentos sofisticando-se cada vez mais no Brasil, principalmente na área de ações e contratos futuros, cresce a busca por aconselhamento financeiro por parte de investidores interessados em saber onde e como aplicar seus recursos. De olho nesse contingente de instituições que oferecem esse tipo de serviço aos aplicadores, a holandesa FS Innovators está chegando ao país.

A empresa oferecerá programas capazes de medir a relação de risco-retorno do portfólio dos clientes. Na mira estão gestores de fortunas, que dividem-se basicamente em private banks, advisors e family offices, dependendo do volume de dinheiro administrado. "O mercado brasileiro hoje está mais estável e sua regulamentação é muito mais consistente que em outros países emergentes como Índia e China", diz Erik Walker, executivo-chefe da FS Innovators.

A companhia também conta com um sistema de negociação de commodities e contratos futuros de ativos financeiros (como juros e índice), opções e ações. "Os mercados futuros e de opções são extremamente importantes numa carteira de investimentos, mas também podem ser perigosos por conta do risco", afirma o executivo.

Para definir o perfil do investidor, o software tem cinco passos que classificam o cliente como agressivo, defensivo, progressivo ou defensor. A intenção é dar instrumentos tecnológicos para que o banco ou gestor consiga o maior retorno possível, com o menor nível de risco, diz Walker. A empresa pretende ainda elaborar um índice agrícola brasileiro, que poderá servir como um referencial para os gestores que poderão, com o tempo, replicá-lo para os clientes.

Nascida em Maastricht, cidade situada num território encravado entre Holanda, Bélgica e Alemanha, e com um foco mais voltado para a análise de commodities, a companhia conta hoje com programas capazes de analisar a carteira dos investidores no que diz respeito a ações e futuros. A partir daí, é possível dizer quão longe o portfólio do cliente está longe de seu perfil, explica Walker.

A fim de adaptar seus sistemas ao mercado financeiro brasileiro, a empresa fechou parceira com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo. "Se o investidor quer fazer uma operação de hedge (proteção), o programa mostra quais são os melhores contratos para comprar ou vender", diz Walker. Por aqui, a empresa tem como representante João Martines Filho, que também é professor da Esalq.

O primeiro escritório será em Piracicaba (SP), mas o executivo diz que poderá haver um representante também na cidade de São Paulo. A investida brasileira será a segunda da companhia fora da Holanda. A empresa já conta com um escritório nos Estados Unidos, em Champaign, Illinois.